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VELOZES E FURIOSOS 8

(The Fate of the Furious, 2017)

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10/04/2017 17h11
por Daniel Reininger

Velozes E Furiosos 8 é exatamente o que você espera da franquia a essas alturas. Ação descontrolada, sem o mínimo compromisso com o realismo e momentos bastante divertidos em meio a roteiro raso e narrativa frenética.

Qualquer série capaz de chegar ao oitavo filme enfrenta problemas para evitar a repetição e, de forma surpreendente, esse longa consegue trazer algumas coisas novas. A primeira grande novidade é a traição de Dom (Vin Diesel), que dá corda para a trama e coloca todo mundo em ação novamente. O lado bom é que a razão para essa mudança de lado até faz sentido e ajuda a humanizar o personagem, então tudo bem.

Recrutado pela hacker Cipher (Charlize Theron), Dom precisa fazer algumas missões que o colocam contra o seu antigo grupo. Como encontrá-lo não é algo fácil, o Sr. Ninguém (Kurt Russell), obscuro comandante de uma agência secreta dos EUA, recruta um inesperado aliado: Deckard Shaw (Jason Statham), o vilão de Velozes E Furiosos 7 e assassino do simpático Han (Sung Kang) – fato que o grupo todo esquece rapidinho para o bem da evolução da trama.

Essa adição inesperada não é o único furo do filme. A cena final no deserto gelado da Rússia é longa demais e se torna cansativa, até por ser o ápice do mais do mesmo pela maior parte do tempo. Se fosse mais ágil pelo menos não incomodaria, mas fato é que a monotonia toma conta, com exceção do momento em que Dwayne Johnson desvia um torpedo com a mão, impossível não dar risada do absurdo.

Mas tudo isso não importa de verdade, são desculpas para as cenas de ação. Dessa vez, temos uma horda de carros zumbis (sério! E é a melhor coisa do filme), a perseguição envolvendo um submarino no gelo (quando o submarino resolve fazer algo, as coisas ficam interessantes), corridas com carros em chamas pelas ruas de grandes cidades (precisa falar algo mais?) – situações mostradas já nos trailers, mas que ainda queremos ver em uma tela de Imax.

Claro que as atuações são caricatas, as frases de efeito constantes e o exagero faz parte até das cenas mais triviais, mas um destaque positivo é a presença de Charlize Theron. Embora sua personagem não tenha motivações claras, afinal dominar o mundo é muito genérico, sua presença sinistra ajuda muito e sua crueldade justifica alguns furos bizarros de roteiro. E a presença de Helen Mirren, apesar de pequena, é ótima.

Para variar, Vin Diesel é o elo fraco ao se levar a sério demais o tempo todo – o único do elenco a fazer isso. E, como esperado, o personagem de Paul Walker não faz falta – afinal a franquia se tornou algo maior do que qualquer indivíduo.

Velozes e Furiosos já foi sobre corridas de carro e submundo do crime, se tornou uma série de assaltos e operações secretas e, cada vez mais, segue o caminho dos filmes de super-heróis. Aqui, cada um possui seu super-poder (habilidade com tecnologia, superforça, capacidade de dirigir de forma quase sobrenatural, super resistência) e juntos criam momentos inacreditáveis para nos vender a ideia de que aqueles personagens são os únicos capazes de resolver as situações em que se metem.

Se a franquia tem um mérito é a capacidade de se reinventar. Mesmo quando as coisas parecem ter chegado ao ápice ou ao fim, a série muda o foco, encara as coisas de forma diferente e inventa algum jeito de criar algum absurdo maior que o anterior. É diversão descompromissada do começo ao fim. Como entretenimento puro, cumpre muito bem sua obrigação e não é à toa que continua a atrair espectadores e terá, pelo menos, mais dois filmes nos próximos anos.

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Daniel Reininger

Daniel Reininger

Editor-Chefe

Fã de cultura pop, gamer e crítico de cinema, é o Editor-Chefe do Cineclick.

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