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ALIEN: COVENANT

(Alien: Covenant, 2017)

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07/05/2017 01h01
por Daniel Reininger

Prometheus focou em mostrar a origem dos Xenomorfos, seres que aterrorizam a todos na franquia Alien, e contou a história de uma raça interessada em criar vida na galáxia, mas que cometeu erros imperdoáveis. Alien: Covenant continua essa história, ao mostrar onde o sintético David (Michael Fassbender) foi parar e como ele lida com todo aquele conhecimento em suas mãos.

A sequência de Prometheus, e prólogo do clássico Alien - O Oitavo Passageiro, é um bom filme, em muitos aspectos melhor do que o anterior, mas ainda incapaz de recriar por completo todo o terror e a tensão do original lançado em 79. Não que o novo longa não gere tensão, gera, mas falta um pouco de originalidade na história e nas situações apresentadas para a produção empolgar realmente do começo ao fim.

Ao acompanhar uma nave de colonização, o longa cria uma urgência interessante para a narrativa. Não só a vida da tripulação está em jogo dessa vez, mas também de outros dois mil colonos e, indiretamente, o futuro da humanidade. Esse fator aumenta ainda mais a pressão dos protagonistas em sua missão para impedir que o Alien domine a nave, afinal ele causaria danos muito maiores do que vimos em outros longas da série.

Apesar disso, a maioria das cenas de suspense e ação acabam sendo previsíveis e o mesmo acontece com o final. Para compensar, dessa vez temos uma tripulação ainda mais humana, pessoas focadas em começar uma vida nova em outro planeta, sem tantos estereótipos e basicamente composta de casais. Daniels (Katherine Waterston) é a estrela da vez, segunda em comando da nave, acaba se tornando a responsável por salvar a todos em uma situação desesperadora, seguindo os passos de Ripley (Sigourney Weaver), personagem difícil de substituir, mas o resultado é positivo.

Assim como o retorno de David e o encontro com seu irmão, Walter, ambos vividos por Fassbender. O robô apresentado em Prometheus evoluiu, mudou e se tornou ainda mais surpreendente do que no primeiro filme e continua o legado de sintéticos problemáticos da franquia Alien. Walter faz o outro lado, o robô fiel aos humanos que só quer ajudar, como visto em Aliens, O Resgate. Essa relação permite diálogos inspirados entre os dois androides.

Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) também retorna com uma pequena participação apenas, mas serve para aprofundar o desenvolvimento do personagem de David de uma forma inesperada. Na verdade, mais do que sustos ou terror, o filme se destaca com Fassbender em dois personagens cativantes e na força de Katherine Waterston como Daniels.

Visualmente, o filme só merece elogios. Os cenários são realistas, especialmente as naves com uma pegada hard sci-fi tão presente na franquia desde seu primórdio. As ambientações alienígenas dão arrepios, o CGI é convincente e o Xenomorfo está ainda mais ágil e pronto para aterrorizar a humanidade, como esperado.

Alien: Covenant é uma boa adição à franquia criada por Ridley Scott, mas está longe de superar o filme original e muitas vezes soa genérico ou até como uma tentativa de reproduzir elementos de sucesso da franquia de forma quase artificial. Dito isso, o longa é uma boa evolução em termos narrativos em relação a Prometheus e é capaz de gerar curiosidade sobre o futuro e como exatamente os eventos desse filme se conectam ao clássico de 79.

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Daniel Reininger

Daniel Reininger

Editor-Chefe

Fã de cultura pop, gamer e crítico de cinema, é o Editor-Chefe do Cineclick.

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